XXVI Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Engenharia de Produção

Livro

RELATOS DE EXPERIÊNCIA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 2021

 

Nesta terceira edição do relato de experiência a Comissão Local Organizadora e Científica da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) foi a responsável por operacionalizar a confecção deste com o apoio da Diretoria da ABEPRO.
Os objetivos são:

• promover e incentivar experiências inovadoras na área de Educação em Engenharia de Produção no Brasil;
• proporcionar um espaço para compartilhar experiências e construir conhecimentos que contribuam para a divulgação, replicação e desenvolvimento destas práticas.

Após um ano de grandes transformações devido à pandemia da Covid-19, na rotina e nas práticas do ensino, compartilhar experiências de soluções em meio a problemas críticos da Educação em Engenharia de Produção, no âmbito da graduação e da pós-graduação, contribuem para o ENCEP, além de disponibilizar a possibilidade de permitir o compartilhamento e a formalização destes conhecimentos. Foram apresentados quatorze relatos, compreendendo as temáticas:

• Vocação, ingresso e acolhimento;
• Aplicação de metodologias ativas;
• Integração graduação x pós-graduação;
• Inovação e empreendedorismo;
• Internacionalização;
• Formação continuada e acompanhamento dos egressos;
• Desafios da educação em tempos de pandemia 11;
• Educação a distância na Engenharia de Produção: sucessos e desafios Mais uma vez a temática internacionalização não teve relato submetido. Havendo uma concentração no foco de desafios da educação em tempos de pandemia e educação a distância na Engenharia de Produção.

A Comissão Local Organizadora e Científica primeiramente agradece todo apoio da Diretoria da ABEPRO e consideramos que os Relatos de Experiência se consolidaram como uma excelente prática do ENCEP. Agradecemos a todos os autores que dedicaram parte de seu tempo para descrever e compartilhar suas experiências e aos avaliadores que propiciaram melhorias nos relatos.

Cristiane Agra Pimentel
Coordenadora da Comissão Local Organizadora e Científica da UFRB

Clique aqui e leia na íntegra.

Autores
Cristhiane Paludo Demore
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
cristhianedemore@ufrgs.br

Maria Auxiliadora Cannarozzo Tinoco
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
maria@producao.ufrgs.br

Vanessa Becker Bertoni
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
vanessabbecker@yahoo.com

Arthur Marcon
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
arthur.marcon@ufrgs.br

Joana Siqueira de Souza
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
joana@producao.ufrgs.br

 

Resumo

As instituições brasileiras de ensino superior com cursos de engenharia estão vivenciando desafios com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais e com as futuras demandas do setor produtivo e da sociedade. O objetivo deste artigo é realizar um diagnóstico do desenvolvimento de competências do perfil do engenheiro de produção a partir do relacionamento com as práticas pedagógicas e disciplinas atuais do curso em estudo na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, utilizando a abordagem de engenharia de requisitos. A partir da avaliação realizada foi possível concluir que, de forma geral, o perfil de competências do engenheiro de produção é desenvolvido, entretanto, para a modernização do curso ainda são necessários ao desenvolvimento mais aprofundado de determinadas competências e a inclusão de práticas pedagógicas ativas em maior quantidade de disciplinas.

Palavras-chave: Ensino de engenharia; Competências; Práticas Pedagógicas; Currículo.

Autores
Alaercio Nicoletti Junior
Universidade Presbiteriana Mackenzie
alaercio.nicoletti@mackenzie.br

Maria Célia de Oliveira
Universidade Presbiteriana Mackenzie
mariacelia.oliveira@mackenzie.br

Carlos Roberto Camello Lima
Universidade Presbiteriana Mackenzie
carlos.lima@mackenzie.br

Luiz Antônio de Lima
Universidade Presbiteriana Mackenzie
luizantonio.lima@mackenzie.br

André Luis Helleno
Universidade Presbiteriana Mackenzie
andre.helleno@mackenzie.br@mackenzie.br

 

Resumo

Há necessidade de mudanças no currículo dos cursos de Engenharia de Produção buscando integrar o discente a situações reais das práticas das empresas. A pandemia, apesar dos problemas que provocou, potencializou a utilização de recursos remotos para a interação com profissionais do mercado, aumentando suas disponibilidade e acesso. Este cenário trouxe a possibilidade de troca de experiências em todo o período letivo e não somente em poucas palestras durante o semestre, além de permitir a participação de indústrias de outros países, como no caso do projeto aqui descrito, de uma startup alemã, desenvolvedora e fabricante de drones tripulados. O grande desafio está em integrar as disciplinas de um mesmo semestre, com avaliações vinculadas ao mesmo projeto e com a participação de profissionais de organizações nacionais e internacionais. Neste contexto, o relato aqui apresentado refere-se ao desenvolvimento de um projeto que integra as disciplinas específicas do semestre de Engenharia de Produção da Universidade Presbiteriana Mackenzie com a participação de Empresas de Manufatura e de Tecnologia. Os resultados iniciais do projeto foram avaliados pela percepção dos alunos, que foi acompanhada aula a aula. De acordo com esta percepção, a satisfação média dos alunos no semestre resultou num NPS (Net Promote Score) de 86%, o que, além dos comentários positivos sobre o aprendizado, levou a projetos por eles desenvolvidos próximos à realidade, de acordo com a avaliação dos professores e das empresas participantes. Os projetos finais foram apresentados pelos alunos às organizações participantes, que gerou oportunidades de estágio e de trabalho.

Palavras-chave: Parceria Universidade-Empresa; Projeto Semestral; Aprendizagem Baseada em Projetos; Engenharia de Produção.

Autores
Anissa Sasse Cardoso
Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI
anissasasse@hotmail.com

Carlos Eduardo Sanches da Silva
Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI
sanches@unifei.edu.br

Juliana Helena Daroz Gaudêncio
Universidade Federal de Itajubá – UNIFEI
juliana.gaudencio@unifei.edu.br

 

Resumo

As Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), no curso de Engenharia de Produção implementou a avaliação do curso na perspectiva dos discentes fundamentado no questionário do ENADE (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes). Muitas vezes os alunos só têm contato com as questões que avaliam sua percepção do curso quando realizam o ENADE. Avaliar em intervalos menores de tempo a percepção dos alunos em relação ao curso de graduação pode potencializar ações de aperfeiçoamento. Foi desenvolvido por meio da sistemática:   planejar a aplicação do questionário; tabular dados e gerar o relatório; analisar o relatório; propor e acompanhar as ações propostas; e avaliar os resultados. Para isso, a escala e classificação do Net Promoter Score foi utilizada na aplicação do questionário direcionado aos discentes, concluintes e não concluintes. Por meio de análise de cluster, foi possível reduzir o questionário de concluintes de 42 para 34 questões. A avaliação foi realizada em dois anos 2019 e 2020, com taxa de respostas de respectivamente 22,16% e 29,61%. Para as questões do questionário foram definidos os níveis organizacionais que possuem autonomia para implementar ações de melhoria. Os resultados identificaram que a maior parte das ações de melhoria são de autonomia dos docentes, cabendo aos níveis hierárquicos superiores poucas ações. Nos dois ciclos, apesar do segundo ter sido impactado pela pandemia, o curso obteve um NPS de 73% e 61,4% respectivamente, sendo classificado como um serviço de qualidade na percepção dos alunos.

 

Palavras-chave: Sistemas de Medição de Desempenho;  Avaliação Institucional;  ENADE; Net Promoter Score; Percepção Discente.

Autores
Marianna Cruz Campos Pontarolo,
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
marianna.campos@ufersa.edu.br

Natália Veloso Caldas de Vasconcelos
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
natalia.vasconcelos@ufersa.edu.br

Ciro José Jardim de Figueiredo
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
ciro.figueiredo@ufersa.edu.br

Resumo

Este relato de experiência objetiva descrever a prática bem-sucedida do curso de Engenharia de Produção da UFERSA/Campus Angicos com a realização de formações pedagógicas com o seu corpo docente. São apresentados como ocorreu as fases de planejamento, execução e análise dos resultados obtidos nestas formações. Como resultados, a pesquisa contou com a participação de 76% entre docentes efetivos e substitutos que ministram componente curriculares no curso; a participação dos docentes na atividade vem crescendo; a maioria dos docentes nunca tinham participado da atividade em outros cursos; observou-se que as formações pedagógicas promovem o engajamento da equipe com o propósito do curso; melhoria da qualidade do ensino ofertado pelo curso; são instrumentos de incentivo ao uso de metodologias centradas no aluno; e contribuem para a valorização docente dentro da instituição.

Palavras-chave: Formação Pedagógica; Formação de Professores; Aprimoramento Contínuo;  Ensino Superior; Engenharia de Produção.

Autores
Luciana Torres Correia de Mello
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
luciana.mello@ufersa.edu.br

Marianna Cruz Campos Pontarolo
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
marianna.campos@ufersa.edu.br

Natália Veloso Caldas de Vasconcelos
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
natalia.vasconcelos@ufersa.edu.br

Ciro José Jardim de Figueiredo
Universidade Federal Rural do Semiárido – UFERSA
ciro.figueiredo@ufersa.edu.br

Resumo

Este relato de experiência objetiva descrever os procedimentos para reformulação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Engenharia de Produção da UFERSA – Campus Angicos, assim como também evidenciar as principais mudanças realizadas considerando a versão anterior do documento. A reformulação foi orientada pelo plano institucional da universidade e pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) dos cursos de graduação em Engenharia, principalmente voltadas para o foco atual, a formação por competências. Sendo conduzido em três macro etapas: 1) briefing de ideias, 2) sugestões e proposições dos envolvidos (docentes, discentes e egressos) e 3) formalização do documento. Entre as principais mudanças destacam-se o perfil do egresso, a descrição das competências, que estão alinhados com as DCNs, e a atualização da estrutura curricular com foco na modernização do ementário das componentes curriculares. Como limitações do relato, ressaltam-se que a situação atual de ensino-aprendizagem, vivenciada no contexto da pandemia da Covid-19, não foi considerada no documento e que posteriormente serão analisados os impactos após a implantação.

Palavras-chave: Projeto Pedagógico de Curso; Diretrizes Curriculares das Engenharias;  Competências.

Autores
José Donizetti de Lima
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR/PPGEPS
donizetti@utfpr.edu.br

Janecler Aparecida Amorim Colombo,
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – TFPR/PROFMAT
janecler@utfpr.edu.br

Géremi Gilson Dranka
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR/UMINHO
geremidranka@utfpr.edu.br

Gilson Adamczuk Oliveira
Universidade Tecnológica Federal do Paraná – UTFPR/PPGEPS
gilson@utfpr.edu.br

Resumo

O objetivo deste texto é discorrer sobre o uso da ferramenta computacional de acesso livre $AVEPI® em contextos reais, de ensino de graduação e de pós-graduação na UTFPR. O desenvolvimento do software foi iniciado em 2016 com o intuito de auxiliar o processo de ensino e aprendizagem de Engenharia Econômica (EE). Sua principal finalidade é aprimorar a abordagem pedagógica associada às novas tendências da educação, permitindo que alunos e educadores simulem problemas de EE de acordo com o nível de competências individuais e ampliem os domínios de conhecimento. O $AVEPI® apresentou-se como uma alternativa eficiente para auxiliar na inovação da prática docente, contribuindo para: (i) a realização de aulas teóricas e práticas; (ii) a melhoria da autonomia do discente; (iii) a resolução de problemas reais, articulando conhecimentos teóricos e práticos; e (iv) o desenvolvimento de competências exigidas pelo mercado. Além disso, constatou-se que o $AVEPI® pode diminuir as barreiras para empresas e indivíduos realizarem a avaliação econômica de ativos reais, pois fornece uma maneira simples de alterar os dados de entrada durante o desenvolvimento de um projeto. Também mostrou potencial para facilitar a pesquisa interdisciplinar em EE, atuando como uma ferramenta de uso prático tanto para a academia quanto para a indústria.

Palavras-chave: Engenharia Econômica; Software Educacional; $AVEPI; Metodologias Ativas de Aprendizagem; COVID-19.  

Autores
Eron Passos Andrade
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB
eronpassos@ufrb.edu.br

André de Mendonça Santos
Universidade Federal do Recôncavo da Bahia – UFRB
andre.mendonca@ufrb.edu.br

Resumo

Considerando as implicações da pandemia provocada pelo novo Coronavírus, este relato de experiência trata do ensino remoto emergencial para a disciplina Propriedade Intelectual, oferecida pelo Bacharelado em Engenharia de Produção do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (CETENS) da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Dada a necessidade, optou-se por um caminho metodológico de sala de aula invertida, no qual os discentes foram provocados à postura ativa na sua aprendizagem. O docente atuou na curadoria do conhecimento e no incentivo à discussão e à troca de experiências entre os estudantes. A estratégia metodológica mostrou-se efetiva, com a aprovação de 100% dos alunos. Os objetivos propostos para a disciplina foram alcançados e pôde-se observar, sobretudo, o desenvolvimento do raciocínio científico, crítico e reflexivo sobre o tema tratado.

Palavras-chave: Ensino Remoto; Metodologia Ativa; Sala de Aula Invertida; Propriedade Intelectual.

Autores
Felipe Guilherme de Oliveira-Melo
UNIVASF/Campus Salgueiro
felipe.guilherme@univasf.edu.br

 

Resumo

O curso de extensão intitulado Ensino de Matemática Básica para a Educação Superior (EMBASE) objetiva revisar os conteúdos de matemática básica por meio da adoção de métodos pedagógicos que permitam a reorientação do processo ensino-aprendizagem e a fixação desse conhecimento para aplicação nas disciplinas iniciais da graduação. Neste relato, apresento as experiências do EMBASE Virtual, que seria ofertado presencialmente para os ingressantes do curso de Engenharia de Produção da UNIVASF/Campus Salgueiro, em 2020.1; todavia, precisou ser adaptado para a modalidade remota devido à pandemia do coronavírus (SARS-CoV-2). Dentre os 59 estudantes matriculados, 58% concluíram o curso, mesmo diante das inúmeras adversidades devido ao contexto de isolamento social. Ao final, os estudantes avaliaram o curso positivamente, tendo em vista que todas as alternativas foram majoritariamente avaliadas com valores acima de 5, dada uma escala Likert de 7 pontos. Os itens mais bem avaliados estão relacionados ao incentivo e à disponibilidade dos professores-colaboradores, ao cumprimento das cargas horárias (aula e tutoria) e à efetividade das listas de exercícios. Esses itens refletem a preocupação dos professores-colaboradores em atender os alunos e minimizar a distância física em prol de proporcioná-los uma excelente experiência de ensino-aprendizagem. Em adição, 94,1% dos estudantes afirmaram que recomendariam o curso. Por fim, 85,2% dos estudantes concordaram que a oferta virtual facilitou a conclusão do curso; embora, 82,3% ainda consideraram que teriam aprendido mais se o EMBASE tivesse sido ofertado presencialmente. Conclui-se que o EMBASE Virtual contribuiu positivamente com a formação educacional dos alunos, além de promover a inclusão universitária em um momento de isolamento social e suspensão das aulas presenciais. Além das dificuldades relacionadas ao letramento matemático, notou-se que os estudantes também possuem limitações quanto à leitura e interpretação de textos.

 

Palavras-chave: Campus Salgueiro; Educação Matemática; Ensino Remoto; Pré-cálculo.

Autores
Alexandre de Carvalho Castro
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – Cefet/RJ
alexandre.castro@cefet-rj.br

Carolina Maia dos Santos
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro -Cefet/RJ
carolina.santos@aluno.cefet-rj.br

Georgia de Souza Assumpção
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – Cefet/RJ
georgia.assumpcao@aluno.cefet-rj.br

Cristal Soares Dias
Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – Cefet/RJ
cristal.dias@aluno.cefet-rj.br

Resumo

O presente relato de experiência busca apresentar iniciativas realizadas no Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca – Cefet/RJ que se encaixam na proposta de discussão do tema de tecnologias educacionais, aprendizagem a distância e Engenharia de Produção. Seu objetivo é abordar as atividades de estágio docente desenvolvidas em um movimento de integração entre graduação e pós-graduação, como um dispositivo de pesquisa aplicada. São apresentados alguns exemplos de ações desenvolvidas no contexto do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas, no grupo de pesquisa “Práticas discursivas na produção de identidades sociais: Fatores humanos, organizações, trabalho, tecnologia e sociedade”. São apresentados também alguns artigos científicos que mostram os resultados das pesquisas e observações realizadas em atividades de ensino presencial, educação a distância e ensino remoto emergencial em Engenharia de Produção. De modo geral, pode-se dizer que as inovações também são possíveis quando o foco não está nas tecnologias, mas sim nas relações estabelecidas entre as pessoas.

 

Palavras-chave: Educação a Distância; Engenharia de Produção; Ensino Remoto; Estágio Docente; Metodologias de Aprendizagem Ativa.

Autores
Rogério de Oliveira
Universidade Presbiteriana Mackenzie
rogerio.oliveira@mackenzie.br

Gustavo Rocha da Silva
Universidade Presbiteriana Mackenzie
gustavorocha.silva@mackenzie.br

André Luis Helleno
Universidade Presbiteriana Mackenzie
andre.helleno@mackenzie.br

Resumo

Na última década, existe uma forte tendência de mercado para o aumento do número de vagas de trabalho nas áreas de analytics e ciência de dados. Essas vagas possuem um perfil fortemente relacionado com a formação do engenheiro de produção, uma vez que envolve competências como programação, otimização matemática e estatística, assim como soft-skills relacionadas à visão de negócio, gestão e tomada de decisão. No sentido de inserir o graduando no ecossistema de atual de dados, ampliando suas possibilidades de contratação e de carreira, e para fornecer maior proficiência em ferramentas computacionais, o curso de engenharia de produção da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM) iniciou no final de 2019 um processo de adequação do seu projeto pedagógico, inserindo habilidades e competência em Data Science na formação de seus egressos. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo apresentar as experiências obtidas nessa trajetória de mudanças e inovação do projeto pedagógico do curso, apresentando os seus resultados do ponto de vista da percepção discente, como também da visão quantitativa do desempenho dos alunos nas novas disciplinas.

Palavras-chave: Data Science; Analytics, Ciência de Dados; Aprendizado de Máquina; Ensino de Engenharia.

Autores Pedro Senna Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – CEFET/RJ pedro.senna@cefet/rj.br Igor Leão dos Santos Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro – CEFET/RJ igor.santos@cefet-rj.br Ormeu Coelho Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro -CEFET/RJ ormeu.junior@cefet-rj.br Livia Nepomuceno Centro Federal de Educação Tecnológica do Rio de Janeiro -CEFET/RJ livia.nepomuceno@cefet-rj.br

Resumo

O consórcio Cederj leva a Educação à Distância (EAD) ao Estado do Rio de Janeiro desde o ano 2000. O consórcio vem se expandindo consistentemente desde sua criação, e reúne uma série de universidades atuantes no Estado do Rio de Janeiro, também ofertando mais de uma dezena de cursos atualmente, com um importante papel social inclusivo. O curso de Engenharia de Produção EAD do consórcio, iniciado em 2015, também segue em expansão até os dias atuais, reunindo um número cada vez maior de polos e alunos ativos. Tal curso é gerenciado em parceria pelo Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET/RJ) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desde o início de 2020 a gestão do curso de Engenharia de Produção EAD proporcionava tarefas bastante desafiadoras, muito por conta das fortes chuvas que atingiram o Estado do Rio de Janeiro e logo em seguida pela eclosão da pandemia do Covid-19. Esse trabalho lança foco sobre a parcela da gestão do curso desempenhada pelo CEFET/RJ nesse cenário desafiador. Assim sendo, o objetivo é apresentar um relato de processos do curso de Engenharia de Produção EAD do CEFET/RJ que foram adaptados durante o ano da pandemia do Covid-19 (ano de 2020), e mostrar resultados relevantes que o curso obteve. O principal resultado obtido foi o redesenho de processos, e as implementações com sucesso, de forma a viabilizar o andamento regular do curso dos alunos mesmo durante a pandemia. Com o andamento regular, foi possível que o curso seguisse expandido seu quantitativo total de alunos e mantendo seu percentual de alunos ativos (inscritos em disciplinas). Inclusive, destaca-se a nota máxima 5 obtida pelo curso no último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE).

Palavras-chave: Educação à Distância; Engenharia de Produção; Pandemia; Impactos Sociais; Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca.

Autores
Jadir Perpétuo dos Santos
Universidade Cruzeiro do Sul
jadir.santos@cruzeirodosul.edu.br

Alex Paubel Junger
Universidade Cruzeiro do Sul
alex.junger@cruzeirodosul.edu.br

Alan de Santana Brito
Universidade Cruzeiro do Sul
alan.brito@cruzeirodosul.edu.br

Antônio Carlos de Alcântara Thimóteo
Universidade Cruzeiro do Sul
antonio.thimoteo@cruzeirodosul.edu.br

Cristiane Fontana
Universidade Cruzeiro do Sul
crisgfontana@gmail.com

José Ferreira de Souza
Universidade Cruzeiro do Sul
jose.ferreira@cruzeirodosul.edu.br

Luiz Henrique Amaral
Universidade Cruzeiro do Sul
luiz.amaral@cruzeirodosul.edu.br

Resumo

O artigo tem por objetivo entender melhor o pensamento dos alunos em meio a pandemia no Brasil, considerando a resiliência dos educandos universitários nesse contexto, a metodologia para atingir tal objetivo se apresenta em três fases: a fase 01 acontece em pesquisa de bases de dados primários e secundários, a fase 02, se estabelece por meio de um questionário usado para sistematizar a investigação da pesquisa na busca do conhecimento epistemológico e a fase 3, se constitui através de uma pesquisa quali-quantitativa, onde os dados são aferidos testando a teoria da resiliência. Assim, foram destacados em caráter positivo, os seguintes aspectos no que tange a resiliência: autocontrole, rede de apoio, análise de ambiente, tenacidade e alta eficácia, podendo ser utilizados para otimização do desempenho educacional em momentos de crise, inclusive, sendo considerado como atenuante para esse contexto.

Palavras-chave: Covid-19; Ensino; Resiliência; Universitários.

Autores
Renata Oliveira
Universidade do Estado do Pará -UEPA
renata.oliveira@uepa.br

Resumo

Este relato é referente ao desenvolvimento de Projetos Integrados de Engenharia de Produção em meio à Pandemia da COVID-19. Os projetos foram integralmente desenvolvidos em meio digital, incluindo aulas baseadas no uso combinado de metodologias de ensino inovadoras (e.g., Design Thinking e Storytelling). Reporta-se aqui a experiência de sucesso realizada no contexto do curso de graduação em Engenharia de Produção da Universidade do Estado do Pará (UEPA) em 2020. A iniciativa denominada “Projetos Integrados Digitais” foi desenvolvida com acadêmicos do 8º semestre do curso e integrou conteúdos associados à tomada de decisão, metodologias científicas qualitativas, logística e planejamento urbano. Além disso, os alunos tiveram sessões especiais de treinamento em storytelling e técnicas de comunicação digital. Os resultados, percepções e limitações encontradas pelos estudantes foram registrados em vídeo ao longo de um ano, parte dos quais são reportados neste capítulo. Ao final deste relato discutem-se oportunidades de desenvolvimentos futuros no âmbito do ensino digital.

Palavras-chave: Ensino Superior; Pandemia; COVID-19; Ensino Remoto; Projetos Integrados.

Autores
Antonio Carlos de Alcântara Thimóteo
Universidade Cruzeiro do Sul
antonio.thimoteo@cruzeirodosul.edu.br

Cristiane Gomes de Carvalho Fontana
Universidade Cruzeiro do Sul
crisgfontana@gmail.com

Luiz Henrique Amaral Universidade Cruzeiro do Su
luiz.amaral@cruzeirodosul.edu.br

Alex Paubel Junger
Universidade Cruzeiro do Sul
alex.junger@cruzeirodosul.edu.br

Jadir Perpétuo dos Santos
Universidade Cruzeiro do Sul
jadir.santos@cruzeirodosul.edu.br

Resumo

O mundo está em constante evolução no sentido tecnológico e a área educacional deve acompanhar estes processos para que não se torne ultrapassada e para que se mantenha formando profissionais de qualidade, que despertem a atenção e interesse do mercado. Este estudo teve como objetivo observar a valorização da autonomia dos alunos em seu processo de aprendizagem quando utilizada a modalidade rotações por estações relacionada às metodologias ativas, no ensino remoto. A modalidade foi aplicada em alunos de cursos superiores de graduação de uma universidade privada. Os dados foram levantados por meio de observação em sala de aula, interação dos sujeitos nas atividades propostas, narrativas dos participantes e questionários. Observou-se maior adesão por parte dos alunos às atividades, estímulo a autonomia dos discentes, e consequentemente, melhora no processo de construção da aprendizagem dos conceitos propostos, através da rotação por estações.

Palavras-chave: Metodologias Ativas; Autonomia; Ensino e Aprendizagem; Rotações por Estações.

participe!

XXVI Encontro Nacional de Coordenadores de Curso de Engenharia de Produção (ENCEP 2021)
Plataforma ONLINE de 18 e 19 de maio de 2021 encep@abepro.org.br

By ABEPRO / encep@abepro.org.br