XXVII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção

Livro

RELATOS DE EXPERIÊNCIA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 2022

 

Nesta quarta edição do relato de experiência a Comissão Avaliadora foi a responsável por avaliar, organizar e operacionalizar a confecção deste com o apoio da Diretoria da ABEPRO.

Os objetivos são:

  • promover e incentivar experiências inovadoras na área de Educação em Engenharia de Produção no Brasil;
  • proporcionar um espaço para compartilhar experiências e construir conhecimentos que contribuam para a divulgação, replicação e desenvolvimento destas práticas.

Após um grande período de isolamento devido à pandemia da Covid-19 e chegando o momento da implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais e Curricularização da Extensão, torna-se essencial o compartilhamento de experiências e soluções na Educação em Engenharia de Produção, no âmbito da graduação e da pós-graduação. Foram apresentados sete relatos, compreendendo as temáticas:

  • Vocação, ingresso e acolhimento;
  • Aplicação e avaliação de metodologias ativas;
  • Curricularização da extensão;
  • Implantação das Novas Diretrizes Curriculares.

A Comissão Avaliadora primeiramente agradece todo apoio da Diretoria da ABEPRO e consideramos que os Relatos de Experiência se consolidaram como uma excelente prática do ENCEP. Agradecemos a todos os autores que dedicaram parte de seu tempo para descrever e compartilhar suas experiências e aos avaliadores que propiciaram melhorias aos relatos.    

 

Cristiane Agra Pimentel

Coordenadora da Comissão Avaliadora dos Relatos de Experiência

Clique aqui e leia na íntegra.

Autores

Paula Maçaira
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
paulamacaira@puc-rio.br

Fernanda Baião
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
fbaiao@puc-rio.br

Bruno Fanzeres
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
bruno.santos@puc-rio.br

Flávia CesarTeixeira Mendes
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
fctmendes@puc-rio.br

Wilson Reis
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
will@puc-rio.br

Luiz Felipe Scavarda
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
lf.scavarda@puc-rio.br

Silvio Hamacher
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
hamacher@puc-rio.br

 

Resumo

Este relato descreve a reforma dos cursos de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – em particular do curso de Engenharia de Produção – a fim de adequá-los às novas diretrizes curriculares nacionais (DCN) para os cursos de Engenharia, instituídas em 2019. A reforma do curso de Engenharia de Produção foi conduzida no período de Janeiro de 2019 a Março de 2022, e endereçou desafios como a mudança do paradigma de ensino tradicional conteudista para a formação por competências, demanda por um aprendizado mais contextualizado e foco na prática, desenvolvimento de habilidades comportamentais (soft skills), introdução de novas metodologias de aprendizagem ativa e avaliação formativa, maior interdisciplinaridade, flexibilidade e autonomia. Com estes objetivos, o novo curso de Engenharia de Produção da PUC-Rio terá início em 2023 e tem como seus principais pilares uma trajetória curricular totalmente projetada pelas competências estabelecidas, projetos e disciplinas integradas; especialização do aluno através de ênfases; desenvolvimento de habilidades comportamentais (soft skills) e estímulo à interdisciplinaridade com outras áreas de conhecimento; maior autonomia e flexibilidade do aluno através de disciplinas optativas e eletivas; estímulo à internacionalização através de trajetórias alternativas incluindo a “internacionalização dentro de casa”, e desenvolvimento da visão científica pelo Programa 5+1.

Palavras-chave: Novas DCNs; Reforma curricular; Competências.

Autores
Luciana Torres Correia de Mello
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
luciana.mello@ufersa.edu.br

Ciro José Jardim de Figueiredo
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
ciro.figueiredo@ufersa.edu.br

Natália Veloso Caldas de Vasconcelos
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
natalia.vasconcelos@ufersa.edu.br

Resumo

Este relato de experiência tem como objetivo descrever as ações de acolhimento e recepção realizadas pelo curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal Rural do Semi Árido (UFERSA) – Campus Multidisciplinar de Angicos (CMA). A chamada “Aula Inaugural” já é uma atividade que vem acontecendo no curso há quatro anos e se consolidando entre docentes e discentes. O presente relato, descreve dois eventos de recepção dos alunos realizados em parceria com empresas do estado do Rio Grande do Norte (RN). No primeiro evento ocorreram dinâmicas em equipes, com resolução e apresentação de um problema real proposto por uma empresa de Natal/RN, com uma média de 66 inscritos. No segundo evento, foi realizada uma dinâmica de visita técnica virtual com os alunos, associando com temas da Engenharia de Produção, com uma média de 62 inscritos. Esse tipo de dinâmica favorece a disseminação do curso (existência e escopo) pelas empresas, propiciando o contato e intermédio para estágios futuros como também maior segurança e conhecimento por parte dos discentes, ao perceberem a possibilidade de atuação profissional na área da Engenharia de Produção.

Palavras-chave: Acolhimento, Recepção, Engenharia de Produção.

Autores

Everton Luiz Vieira
UNINTER
everton.vi@uninter.com

Douglas Soares Agostinho
UNINTER
douglas.a@uninter.com

Jéssika Alvares Coppi Arruda Gayer
UNINTER
jessika.c@uninter.com

Dayse Mendes
UNINTER
dayse.m@uninter.com

Resumo

A resolução 07 de 2018 do Ministério da Educação fez com que as instituições de ensino superior repensassem suas grades curriculares e incluíssem Atividades Extensionistas em no mínimo 10% da carga horária total do curso. No ensino a distância isso torna o desafio ainda maior, pois a resolução fala que as atividades devem ser realizadas presencialmente pelos alunos. O objetivo deste relato de experiência é mostrar como o curso de Bacharelado em Engenharia de Produção da Uninter, na modalidade a distância, implementou as atividades extensionistas no contexto da “Logística Reversa” em sua grade curricular, atendendo assim as exigências da resolução 07 de 2018 do MEC. Esta atividade foi dividida em quatro disciplinas ao longo do curso, oferecendo aos alunos a oportunidade de imersão no ambiente da logística reversa, com foco em reciclagem, catadores e cooperativas. A organização das atividades foram sequenciadas em pesquisa inicial, identificação de não-conformidades, projeto de melhorias e implementação. Os resultados obtidos com as atividades extensionistas, mostraram que os alunos puderam aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação em prol de sua comunidade, ou na sua região por meio de proposição de melhorias, nos ambientes onde realizaram suas pesquisas relativas a logística reversa.

Palavras-chave: Logística reversa; Extensionista; EAD; Engenharia de
Produção; melhorias.

Autores
Jayme Diego Silva Peixoto
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
jaymesp@unisinos.br

Daniel Pacheco Lacerda
Universidade do Vale do Rio dos Sinos
dlacerda@unisinos.br

Resumo

A pandemia de Covid-19 apresentou novos desafios para educação em âmbito mundial. No Brasil, acometidos pela imposição de aulas transmitidas pela internet, os estudantes viram-se frente às aulas online repentinamente. A partir disso, surge o desafio para os coordenadores dos cursos, de modo geral, de se manterem conectados com seus alunos. Diante disso, os Coordenadores dos cursos de Engenharia de Produção da Unisinos, com o intuito de reduzir a distância entre os alunos e a coordenação, decidiram iniciar um ciclo de lives, por meio do programa Luz, Câmera e Produção. Os passos da realização das lives está descrito na seção de solução desenvolvida, com os detalhes de cada etapa, e as decisões-chave para o sucesso na execução das atividades. O resultado é a gravação de 85 lives nos últimos 2 anos, com mais de 20 mil visualizações. Os detalhes referentes aos
resultados e lições aprendidas são apresentados ao fim deste relato.

Palavras-chave: Engenharia de Produção. Relação entre alunos e coordenação. Lives.
Views.

Autores
Felipe Guilherme de Oliveira-Melo
Universidade Federal Do Vale Do São Francisco – Campus Salgueiro
felipe.guilherme@univasf.edu.br

Tayanara Menezes Santos
Universidade Federal Do Vale Do São Francisco – Campus Salgueiro
tayanara.menezes@univasf.edu.br

Éverton Crístian Rodrigues de Souza
Universidade Federal Do Vale Do São Francisco – Campus Salgueiro
everton.souza@univasf.edu.br

Resumo

A transição do ensino médio para o superior é marcante na vida pessoal da maioria dos estudantes e determinante no que se refere à trajetória acadêmica. Esse processo pode refletir em aspectos como evasão, retenção e no sentimento de suporte e integração ao
curso. Nesse sentido, este relato apresenta as experiências do “PROD0001 – Acolhimento de Engenharia de Produção”, uma atividade de integração e recepção dos ingressantes do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus Salgueiro. Realizada anualmente, conforme a periodicidade de ingresso no curso, esta atividade inclui um conjunto de estratégias instrucionais que favorecem o processo de integração ao ensino superior. O PROD0001 tem contribuído significativamente para atenuar as principais dificuldades enfrentadas pelos alunos ingressantes, principalmente quanto ao senso de integração; à retirada de dúvidas sobre o curso, a UNIVASF e as áreas da Engenharia de Produção; à interação com outros calouros e à motivação quanto ao curso. Em 2021.1 a atividade foi ofertada de forma remota e, embora tenha contribuído positivamente com o acolhimento dos ingressantes, mais de 90% dos participantes ressaltaram que provavelmente o PROD001 teria sido melhor se tivesse ocorrido presencialmente. O contexto de distanciamento social foi um dos grandes desafios
enfrentados pelos envolvidos no PROD0001, principalmente em relação à integração/aproximação entre calouros e veteranos. As atividades de acolhimento e integração de alunos ingressantes foram indispensáveis para fortalecer a cultura de pertencimento ao curso e à instituição de ensino, com impactos positivos quanto à minimização da propensão à evasão e dos problemas enfrentados pelos estudantes nos primeiros anos do ensino superior.

Palavras-chave: Calourada. Ensino de Engenharia de Produção. Ensino Superior.
Ingressantes. Integração Acadêmica.

Autores
Renato de Oliveira Moraes
Escola Politécnica da USP
remo@usp.br

Pelópidas Cypriano de Oliveira
Instituto de Artes da UNESP
pelopidas.cypriano@unesp.br

Gerson Kiste
Fundação Carlos Alberto Vanzolini
gerson_kiste@vanzolini.org.br

Hugo Martinelli Watanuki
Escola Politécnica da USP
hwatanuki@usp.br

Resumo

Este relato descreve a experiência de dois cursos de extensão de curta duração que, em 2019, foram concebidos como presenciais, mas que tiveram que ser oferecidos de forma remota por conta do afastamento social iniciado em março de 2020. As dúvidas iniciais dos professores sobre como conduzir os cursos de forma remota foram sendo resolvidas ao longo de 2021 e 2022, ficando, porém, o questionamento sobre o impacto que a falta de encontros presenciais provocaria nos resultados do processo ensino x aprendizagem. Dito de outra forma, os professores dos cursos questionam quais os elementos que devem ser analisados e modificados, se necessário, quando os cursos deixarem de ser oferecidos na modalidade presencial e passarem a ser desenvolvidos de forma remota. Diversos são os elementos impactados por essa mudança, desde aqueles que se referem ao conteúdo dos cursos, carga horária das aulas, atividades assíncronas, entre outros, até aquele que se refere a como incentivar para que as relações sociais entre alunos seja a mais efetiva possível. Os autores consideram que todos os elementos que fazem parte da estrutura e da dinâmica dos cursos foram devidamente adaptados à modalidade de ensino remoto. Porém, as relações sociais que se desenvolvem durante um curso, o que não significa que seja durante as aulas ou atividades de ensino, são os elementos mais afetados pela falta de encontros presenciais.

Palavras-chave: aula remota; ensino híbrido; relações sociais na escola.

Autores
Yslene Rocha Kachba
Universidade Tecnológica Federal do Paraná
yslener@utpfr.edu.br

Resumo

O objetivo deste relato foi descrever a experiência da utilização de teatro como método de aprendizado em um conteúdo qualitativo na disciplina de Planejamento e Controle da Produção (PCP) do curso de Engenharia de Produção da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) – Campus Ponta Grossa. Foram analisados o aprendizado dos 237 alunos nesta disciplina entre os anos de 2015 a 2021. Sendo que a metodologia começou a ser utilizada no ano de 2018 e no segundo semestre de 2020 teve que ser adaptada a realidade de aulas on line por causa da pandemia. Como resultados tivemos o aumento nas notas dos alunos e da avaliação feita pelos alunos para o professor, principalmente, no critério didática. Contudo, o maior ganho foi em ver o desenvolvimento dos alunos ao lembrar dos exemplos ministrados no teatro e ver que eles conseguiram explanar problemas pessoais e até mesmo problemas com a vida acadêmica no teatro, se tornando este uma ferramenta para auxiliar melhor este aluno, além, de somente o aprendizado na disciplina.

Palavras-chave: Ensino, Teatro, Planejamento e Controle da Produção, Classificação de
sistemas.

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XXVII Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção (ENCEP 2022)
Universidade Presbiteriana Mackenzie 12 a 14 de maio de 2022 encep@abepro.org.br

By ABEPRO / encep@abepro.org.br