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SESSÕES DIRIGIDAS
“Gestão de Riscos e Resiliência de cadeias de suprimentos em crises globais”

SESSÕES DIRIGIDAS

A Sessão Dirigida (SD) é um espaço do ENEGEP para apresentação, discussão e articulação de trabalhos acadêmicos de forma coletiva e interinstitucional. Essa atividade busca congregar pesquisadores e demais interessados em determinados temas que conciliam com a Engenharia de Produção.

O objetivo principal é dar oportunidade aos participantes para debaterem, trocarem ideias e experiências sobre tópicos relacionados à Engenharia de Produção. Sendo esses, de uma forma mais estruturada e aprofundada do que em outras sessões do evento.

O resultado final desta atividade será publicado nos Anais eletrônicos do ENEGEP.

O prazo para submissão é 10 de outubro. Clique aqui para enviar seu artigo.

Confira abaixo o edital completo:

Cada SD é composta por:

• Um Coordenador e um Relator (provindos de Instituições distintas);
• Autores dos trabalhos selecionados para serem desenvolvidos na SD;
• Demais interessados no tema da SD que comparecerem à discussão durante o ENEGEP.

As SDs serão definidas com base nas propostas recebidas e avaliadas pelo Grupo de Trabalho de Pós-Graduação (GT-PG). Cada proposta de SD deve ser submetida por um Coordenador e um Relator, contendo

• Título compatível com as áreas da Engenharia de Produção;
• Resumo de 4 (quatro) a 6 (seis) páginas com objetivos, aspectos teórico-metodológicos, breve descrição, resultados e conclusões decorrentes da proposta e outras questões que contribuam para melhor elucidar a proposta;
• Uma listagem de pelo menos 3 (três) pesquisadores, que não pertencem à IES do coordenador e/ou do relator, trabalham com a temática e contribuiriam com o desenvolvimento da SD.

Dentre as propostas apresentadas, serão escolhidas pelo GT-PG até 6 (seis) propostas para serem desenvolvidas durante o ENEGEP, desde que atendam aos requisitos deste Edital. Os critérios básicos para escolha das SDs são:

• A área de Educação em Engenharia de Produção é a única que sempre estará presente nas SDs, exceto se não houver proposta que atenda aos critérios definidos neste Edital;
• Serão escolhidas, preferencialmente, propostas versando sobre áreas que ainda não tenham sido contempladas em anos anteriores;
• As propostas com temas bem definidos e claros, que possam agregar mais contribuições, terão preferência;
• As propostas que abordem temas emergentes, atuais e alinhados ao tema do evento, terão preferência;
• As propostas com temas excessivamente abrangentes e genéricos ou sobre questões particulares ou pontuais, não serão selecionadas.


Ao elaborar a proposta de tema para SD, deve-se ter em mente o objetivo final que é o de constituir um capítulo de livro que possa efetivamente contribuir para a área escolhida.

O Prazo para submissão de propostas é 31 de agosto de 2020 e as propostas escolhidas serão divulgadas no dia 15 de setembro de 2020.

Após aprovada a proposta de SD, é aberta chamada para os interessados em participar como autores de trabalhos relacionados ao tema de cada Sessão. Os trabalhos devem ser enviados via sistema de submissão no site da ABEPRO (www.abepro.org.br), com a mesma formatação da proposta de SD, seguindo o formato dos artigos do ENEGEP.

Os trabalhos submetidos às SDs são diferentes dos trabalhos submetidos às demais Sessões Temáticas.
Não pode haver duplicidade de publicação, ou seja, o autor deve escolher entre Sessão Temática ou Sessão Dirigida, não podendo publicar o mesmo trabalho nas duas Sessões.

A escolha dos trabalhos (mínimo de 3 e máximo de 6), assim como a condução de cada SD, fica a cargo do Coordenador e do Relator de cada sessão. Os autores dos trabalhos selecionados devem estar presentes no evento para apresentar seu trabalho e, principalmente, debater com os demais participantes.

A sessão só poderá ocorrer se houver pelo menos 3 trabalhos selecionados de autores distintos. Além disso, deverá ter no mínimo 5 autores de instituições distintas.

Cada Sessão Dirigida, no ENEGEP, tem duração de 2 horas:

• A primeira parte, com duração máxima de uma hora, destina-se à apresentação dos trabalhos propostos sobre o tema da sessão;
• A segunda parte, que ocupa o tempo restante, destina-se ao debate sobre o tema e os trabalhos de cada SD.

A apresentação de cada trabalho não pode ultrapassar o tempo de 10 minutos. Além disso, não deve ser no mesmo formato da apresentação normal de trabalhos em sessões temáticas. Esta apresentação deve destacar os principais pontos e os aspectos que se articulam e que divergem dos demais trabalhos da SD.

O resultado final de cada SD será publicado nos Anais do ENEGEP como uma Sessão Dirigida própria. www.abepro.org.br/publicacoes

Sessões Dirigidas aprovadas

Tema: A Economia Circular na Engenharia de Produção: Pesquisas e Direcionamentos Futuros.

 

Coordenador: Lucila Maria de Souza Campos (UFSC)

Relator: Moacir Godinho Filho – DEP/UFSCAR

 

Sobre: O tema de Economia Circular (EC) vem sendo um dos temas mais pesquisados e discutidos nos últimos anos. A origem do termo remonta à obra “Economia dos Recursos Naturais e do Meio Ambiente” de Pearce e Turner (1990), dois economistas britânicos, que afirmaram que a economia tradicional de sistema aberto foi implementada sem tendência interna à reciclagem, observando-se a predisposição de tratar o meio ambiente como um grande reservatório de resíduos.

 

Leia a proposta completa: SD01 Economia Circular

Tema: Gestão da Inovação: novas abordagens para incerteza e ambiguidade em empresas estabelecidas e em startups intensivas em conhecimento

 

 

Coordenador: Mario Sergio Salerno – PRO-EP-USP

Relator: Raoni Barros Bagno – DEP-EE-UFMG

 

Sobre: O conhecimento sobre organização e gestão da inovação evoluiu muito nas últimas décadas, impulsionado em grande parte por fenômenos como o desenvolvimento e acesso a tecnologias digitais, novos impulsos das hardsciences aplicadas, expansão do escopo do empreendedorismo e reconhecimento do papel e potencial dos ecossistemas de inovação. Ao menos desde os trabalhos de Utterback (1971), aprimorados por Cooper (1990 e posteriores), Clark & Wheelwright (1992), Wheelwright & Clark (1992), Hansen & Birkinshaw (2007), Goffin & Mitchell (2010), Rozenfeld et al. (2006) e muitos outros, houve sistematização, análise e propostas de melhorias no processo de desenvolvimento de novos produtos. Até o início dos anos 2000 ficou bastante estabelecido que a inovação deveria se organizar como processo, como processo operacional, qual seja, através de uma sequência predefinida de atividades da ideia ao lançamento. Posteriormente, incorporou-se o conceito de PLM – product life management.

 Leia a proposta completa: SD02 Gestão da Inovação

Tema: SMART CITIES e o desenvolvimento de funcionalidades essenciais voltadas as novas demandas pós pandemia

 

Coordenador: Ieda Kanashiro Makiya – FCA-UNICAMP

Relator: Francisco Ignácio Giocondo Cesar – IFSP

 

Sobre: A pandemia ocasionada pelo COVID-19, gerou grandes mudanças socioeconômicas, ambientais, culturais, alterando profundamente a dinâmica das cidades. Frente ao alto nível de vulnerabilidade dado a imprevisibilidade dos cenários, torna-se essencial compreender as novas demandas urbanas para tentar minimizar os impactos sobre a população. Nesse sentido compreender as novas funcionalidades no âmbito de Smart Cities pode auxiliar a compreensão de novas soluções e/ou formas de gerenciamento inteligente dos sistemas, recursos e pessoas.

A compreensão de uma grande epidemia deve considerar como o vírus se espalha, mas também como as cidades funcionam, organizam-se e como operam as comunidades, os relacionamentos entre os indivíduos e suas escolhas (SAKELLARIDES, 2020).

Um bom exemplo é da Korea do Sul, através do Smart City Data Hub desenvolvido desde abril de 2019, pelo Korea Electronics Technology Institute em colaboração com várias empresas. O sistema conecta polícia, a Credit Finance Association, os três provedores de rede móvel do país, e 22 empresas de cartão de crédito. Esse sistema permite o monitoramento do paciente infectado em tempo real através da georreferenciamento da localização pelo seu aparelho móvel e todas as operações em seu cartão de crédito, permitindo que a polícia envie mensagens de texto e apreensão, se necessária (SONN et al, 2020)

Além da tecnologia, é importante garantir um modelo de resposta social, alta participação pública, um compromisso com a ação de múltiplas partes interessadas e uma discussão sobre valores e justiça social (KICKBUSCH & SAKALLARIDES, 2006) 

Leia a proposta completa: SD03 SMART CITIES

Tema: Aplicação do Blockchain em Cadeias de Suprimentos: Gestão, Controle de Rastreabilidade e Influencias nas etapas dos Processos Produtivos.

 

Coordenador: Paulo Sergio de Arruda Ignacio – FCA/UNICAMP

Relator: Fabio Cesar da Silva – Embrapa Informática Agropecuária/FATEC Piracicaba

 

Sobre: Essa Sessão Dirigida permitirá um melhor entendimento da aplicação do Blockchain em suas três combinações mais proeminentes, segundo THE EUROPEAN UNION BLOCKCHAIN OBSERVATORY & FORUM (2019), que incluem: livre para todos “público, sem permissão” Blockchains como Bitcoin, “público, com permissão” Blockchains que estão abertos a todos, mas validado por um grupo conhecido de nós, e Blockchains “privados, permitidos” que são redes fechadas, muitas vezes construídos para servir a uma finalidade e base de usuários. Esta questão de quem pode usar a rede é essencial para on-chain governança por duas razões. Por um lado, tem uma forte influência sobre os mecanismos usados para coordenar entre os nós (mecanismos de consenso). Por outro pode ter implicações profundas em como o Blockchain interage com o mundo real, por exemplo, com o legal existente, regulatório, econômico, comercial e / ou estruturas organizacionais.

De acordo com Aquino (2019) no Brasil existem ainda poucos projetos em andamento que adotaram a Blockchain havendo oportunidade para a co-criação de conhecimento entre a academia e a indústria, com o intuito de acelerar a visibilidade de benefícios, desafios, desvantagens na adoção de Blockchain de redes abertas ou fechadas, para contribuir em conjunto a potencializar a competitividade no Brasil, em diversos setores como alimentício, farmacêutico, combustível, entre outros. 

Leia a proposta completa: SD04 BLOCKCHAIN 

Tema: Engenharia de Serviços: os Impactos da Industria 4.0 no Contexto da cocriação de valor em Serviços Industriais.

 

Coordenador: Andrei Bonamigo – UFF

Relator: Steffan Macalli Werner – UFSC 

 

Sobre: A cocriação de valor entre empresas vem sendo empregada como meio para alcançar vantagens e diferenciais competitivos no mercado. Porém, neste ambiente um entrave acaba tornando-se evidente, a codestruição de valor, seja intraempresas e/ou entre diversos players que buscam gerar valor de forma conjunta no ambiente que estão inseridas. Em paralelo a isto, a adoção de tecnologias advindas da Indústria 4.0 se apresentam na literatura como uma possível alternativa para mitigar os entraves da codestruição de valor em serviços industriais.

Deste modo, o presente estudo objetiva apresentar um panorama dos impactos da Indústria 4.0 para a cocriação de valor. Para atingir esse objetivo, foi conduzido um estudo de caso em um Laboratório de Inovação, referência em Santa Catarina/Brasil. Baseado nos achados, foi possível reconhecer os impactos, oportunidades e desafios via adoção das tecnologias da Indústria 4.0 na cocriação de valor em serviços.

Embora apenas uma tecnologia foi identificada em uso no laboratório, pode-se constatar os ganhos e vantagens que esta trouxe. No entanto, a cocriação de valor foi elemento chave para gerar sua operacionalização e obter vantagens. Por outro lado, observa-se lacunas para aperfeiçoar a gestão de riscos, de modo a mitigar a codestruição de valor entre os atores que cooperam com o Laboratório estudado.

Leia a proposta completa: SD05 ENGENHARIA DE SERVIÇOS

Tema: Os desafios da Engenharia do Trabalho frente a um mundo pós pandemia.

 

Coordenador: Eduardo Ferro dos Santos – EEL/USP

Relator: José Orlando Gomes – UFRJ

 

Sobre: Para a Engenharia de Produção o cenário é cada vez mais desafiador. As mudanças nas habilidades necessárias a um olhar centrado no ser humano e na sociedade, bem como influências da tecnologia em nosso dia a dia, podem ser observadas desde já, e impactam não só na Engenharia de Produção, mas em toda a Economia.

A presente Sessão Dirigida (SD) tem como foco estabelecer a conexão entre as áreas da Engenharia do Trabalho com as novas perspectivas que surgem de forma disruptiva, em um mundo pós pandemia. Estas têm relação a novas metodologias e tecnologias de apoio em Projeto e Organização do Trabalho, Ergonomia, Sistemas de Gestão de Higiene e Segurança do Trabalho, Gestão de Riscos de Acidentes do Trabalho, em um mundo já denominado “novo normal”, onde a saúde e segurança das pessoas entra na disputa de forma mais efetiva com a tradicional visão da economia global.

A discussão na SD será direcionada a novas propostas metodológicas, técnicas integradas, abordagens e estratégias, modelos, seja por meio de experiências exitosas, trabalhos teórico-empírico, ensaios teóricos, artigos tecnológicos e casos de sucesso, ancorados na Engenharia do Trabalho.

Leia a proposta completa: SD06 ENGENHARIA DO TRABALHO

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