XXX Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de Engenharia de Produção

Livro

RELATOS DE EXPERIÊNCIA EM ENGENHARIA DE PRODUÇÃO 2025

 

Nesta sexta edição do relato de experiência a Comissão Avaliadora foi a responsável por avaliar, organizar e operacionalizar a confecção deste com o apoio da Diretoria da ABEPRO.
Os objetivos são:

  • promover e incentivar experiências inovadoras na área de Educação em Engenharia de Produção no Brasil;
  • proporcionar um espaço para compartilhar experiências e construir conhecimentos que contribuam para a divulgação, replicação e desenvolvimento destas práticas.

Após a Curricularização da Extensão e chegando ao momento da implementação das novas Diretrizes Curriculares Nacionais, torna-se essencial o compartilhamento de experiências e soluções na Educação em Engenharia de Produção, no âmbito da graduação e da pós-graduação. Foram apresentados vinte e um relatos de experiência, compreendendo as temáticas:

  • Aplicação de metodologias ativas e práticas inovadoras;
  • Implementação e avaliação de práticas de curricularização da extensão;
  • Formação continuada e acompanhamento dos egressos;
  • Implementação das Novas Diretrizes Curriculares;
  • Avaliação na formação por competências;
  • Integração graduação e pós-graduação.

A Comissão Avaliadora primeiramente agradece todo apoio da Diretoria da ABEPRO e consideramos que os Relatos de Experiência se consolidaram como uma excelente prática do ENCEP. Agradecemos a todos os autores que dedicaram parte de seu tempo para descrever e compartilhar suas experiências e aos avaliadores que propiciaram melhorias aos relatos.

Maico Roris Severino
Professor da Universidade Federal de Goiás (UFG)
Coordenador do GTG-ABEPRO e da Comissão Avaliadora dos Relatos de Experiência

Luiz Antônio Tonin, UFSCar, tonin@dep.ufscar.br

Renato Luvizoto, UFSCar, luvizoto@ufscar.br

Daniel Braatz A. A. Moura, UFSCar, braatz@ufscar.br

Emilyn Rayssa Faber Bernardo, UFSCar, emilynfaber@estudante.ufscar.br

Fábio Molina da Silva, UFSCar, fabio@dep.ufscar.br

Resumo

Este relato de experiência apresenta o processo de desenvolvimento e formalização das Atividades Curriculares de Extensão (ACEs) no Projeto Pedagógico do Curso (PPC) de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), campus São Carlos. O texto descreve o problema decorrente da necessidade de atender às Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Engenharia (Resolução CNE/CES nº 2/2019), detalha as estratégias institucionais e específicas adotadas, e analisa os resultados obtidos e os desafios persistentes. Dentre os principais entraves estão a dificuldade de inserção das ACEs nas disciplinas de formação básica, a resistência inicial do corpo docente à formalização das atividades de extensão, limitações orçamentárias e entraves burocráticos. Como forma de contornar parte dos entraves identificados, este relato apresenta uma abordagem para a inserção das atividades curriculares de extensão baseada em diferentes níveis de caracterização extensionista, buscando acomodar as especificidades das disciplinas que compõem o curso. Conclui-se que a curricularização da extensão exige mudanças institucionais, planejamento integrado e apoio logístico, sendo a experiência acumulada relevante para orientar outros cursos em processos semelhantes.

Palavras-chave: Curricularização da Extensão; Projeto Pedagógico do Curso; Integração ensino-extensão; Políticas institucionais; Práticas extensionistas.

Natália Veloso Caldas de Vasconcelos, UFERSA, natalia.vasconcelos@ufersa.edu.br


Marianna Cruz Campos Pontarolo, UFERSA, marianna.campos@ufersa.edu.br

Resumo

O objetivo deste relato é descrever a experiência de elaboração do primeiro planejamento estratégico do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), campus Angicos. Criado em 2013, o curso atua como importante polo de formação no semiárido potiguar, atraindo majoritariamente estudantes da região, muitos em situação de vulnerabilidade socioeconômica e com histórico de baixo desempenho educacional. A ausência de um direcionamento estratégico de longo prazo foi identificada como um fator limitante para o desenvolvimento acadêmico e institucional do curso. Nesse contexto, entre 2024 e 2025, foi conduzido um processo participativo, envolvendo docentes, discentes e a Empresa Júnior do curso (ProJr Consultoria), com o propósito de alinhar expectativas, identificar prioridades e fortalecer a integração entre gestão e comunidade discente. O processo foi avaliado por meio de dois questionários para análise da opinião discente e docente sobre a participação destes atores no processo. Além de gerar um instrumento de gestão orientador para as ações futuras, a iniciativa também proporcionou uma experiência formativa concreta para os alunos, especialmente aqueles vinculados à empresa júnior.

Palavras-chave: Planejamento Estratégico; Coordenação de Curso; Empresa Júnior; Metodologias Participativas; Engenharia de Produção.

Fernanda Barreto de Almeida Rocha Mariz, UFRN, rocha_fernanda@outlook.com

Sandra Rufino, UFRN, sandra.rufino@ufrn.br

Ciliana Regina Colombo, UFRN, ciiana.colombo@ufrn.br

Werner Kleyson da Silva Soares, UFRN, werner.soares@ufrn.br

Resumo

Este capítulo apresenta a experiência de atualização do Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (campus Natal), com foco na construção de um currículo orientado por competências. A proposta foi guiada pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e pelas recomendações da Associação Brasileira de Engenharia de Produção, sendo fundamentada em revisão teórica sobre formação por competências no ensino superior. A metodologia incluiu a escuta qualificada de docentes, discentes e egressos, por meio de surveys, e a sistematização de competências e habilidades relacionadas aos componentes curriculares do curso. Como estratégia de articulação entre teoria e prática, foram concebidos disciplinas integradoras e interdisciplinares e curricularização da extensão. Para apoiar a transição entre as estruturas curriculares, foi desenvolvido um modelo matemático de Criação de Horário Escolar (Agendamento), visando minimizar os impactos aos estudantes em processo de formação. Os resultados demonstram a viabilidade de uma construção curricular colaborativa, tecnicamente fundamentada e sensível ao contexto institucional.

Palavras-chave: currículo por competências; engenharia de produção; atualização curricular; disciplinas integradoras; modelagem matemática..

Leonardo Trajano Dias Garcia, CEFET/RJ, leonardo.garcia@aluno.cefet-rj.br

Gleice Borges do Sacramento, CEFET/RJ, gleicebs@gmail.com

Gleison de Souza Mattos Machado, CEFET/RJ, gleison.machado@aluno.cefet-rj.br

Alexandre de Carvalho Castro, CEFET/RJ, alexandre.castro@cefet-rj.br

Resumo

O presente relato descreve uma atividade inovadora e disruptiva de integração entre graduandos e pós-graduandos em engenharia de produção. A atividade consistiu em um debate embasado nas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de engenharia de 2019, cujo objetivo principal era suscitar reflexões sobre a sala de aula e o papel do docente. Como subsídio, a leitura do livro “Convers@s com quem gosta de ensinar na vibe das tecnologias digitais” foi indicada. Para os graduandos, a atividade seria uma oportunidade de expressar suas opiniões acerca de aspectos ligados à sala de aula e a práticas docentes. Para os pós-graduandos, a atividade seria uma oportunidade de reflexão acerca de sua futura possível atuação docente. No dia do debate, três duplas de graduandos e três pós-graduandos foram sorteados e chamados para trazer suas opiniões para discussão. Após o término da atividade, a avaliação realizada foi de que os graduandos demonstraram boa capacidade crítica e compreensão do tema, uma vez que trouxeram tópicos interessantes para a pauta. Contudo, por outro lado, os pós-graduandos, em sua maioria, não dialogaram sobre suas ideias para quando possivelmente forem lecionar, optando por se colocar mais no papel de discente do que de futuro docente. Esse dado indica que discussões acerca da docência precisam ser mais estimuladas, sobretudo no âmbito de programas de pós-graduação em engenharia, visando melhorar a formação de futuros professores universitários e, consequentemente, o ensino de engenharia no país.

Palavras-chave: Ensino de Engenharia; Estágio Docente; Integração entre graduação e pós-graduação; Docência; Engenharia de Produção.

Nathália Jucá Monteiro, UEPA, nathalia.monteiro@uepa.br

Renata Melo e Silva de Oliveira, UEPA, renata.olivera@uepa.br

Ailson Renan Santos Picanço, UEPA, ailson.picanco@uepa.br

Brenda de Farias Oliveira Cardoso, UEPA, brenda.oliveira@uepa.br

Manoel Maximiano Júnior, UEPA, manoelmaximiano@uepa.br

Vitor William Batista Martins, UEPA, vitor.martins@uepa.br

Resumo

A evasão é um problema enfrentado pela educação superior, e a questão logística é mencionada como um dos fatores que contribuem para esse problema. No estado do Pará, essa dificuldade logística é exacerbada pela grande extensão territorial e pela presença de áreas de difícil acesso. Diante desse desafio, o presente estudo de caso propôs e desenvolveu um modelo de suporte à tomada de decisão para subsidiar a expansão de um curso de graduação em engenharia de produção. O estudo foi desenvolvido em uma universidade pública multicampi no estado do Pará, sendo que foram seguidas seis etapas, incluindo análise de demanda e infraestrutura dos campi candidatos a receber o curso. Foram considerados os quatro campi candidatos de Ananindeua, Barcarena, Bragança e Paragominas; e os seguintes seis critérios: demanda, estrutura física instalada, presença de cursos de ciências e tecnologia, estrutura compartilhada com outra instituição, expansão prevista e potencial econômico do município. Foi especificado um modelo de suporte a decisão baseado na análise de cinco tomadores de decisão lançando notas, de acordo com uma escala previamente estabelecida, para cada município em cada um dos critérios avaliados. Ao final, obteve-se o ranking de instalação dos municípios. O modelo proposto possibilita uma tomada de decisão mais assertiva em relação à expansão do curso, pois considera aspectos técnicos que são essenciais para o curso, bem como funciona como base para etapas posteriores da instalação do curso, como o levantamento dos docentes necessários.


Palavras-chave: Ciências da Decisão; MCMD/A; Ensino Superior, Bacharelado.

Prof. Me. Felipe Guilherme Oliveira-Melo, UNIVASF/Campus Salgueiro, PEI/UFBA, felipe.guilherme@univasf.edu.br

Prof. Dr. Lenilson Olinto Rocha, UNIVASF/Campus Salgueiro, lenilson.olinto@univasf.edu.br

Profa. Dra. Ava Santana Barbosa, PEI/UFBA, avasb@ufba.br

Prof. Dr. Ângelo Márcio Oliveira Sant’Anna, PEI/UFBA, angelo.santanna@ufba.br

Resumo

A expansão do ensino superior no Brasil ampliou o acesso à educação, mas impôs desafios à consolidação de cursos, principalmente em regiões pouco desenvolvidas. Este relato apresenta a experiência do processo de reconhecimento do curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), Campus Salgueiro, no contexto do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (SINAES). O estudo descreve a preparação institucional para a visita in loco, a organização colaborativa entre docentes e estudantes, e a construção de um dossiê documental estruturado por subcomissões. A análise SWOT foi utilizada para refletir criticamente sobre os resultados e apoiar o planejamento estratégico do curso. A avaliação externa resultou em um conceito máximo (contínuo = 4,7 e faixa = 5), com destaque para o corpo docente qualificado, a coerência do projeto pedagógico e a infraestrutura básica adequada. No entanto, foram identificadas fragilidades como ausência de laboratórios especializados, limitações nas políticas de apoio à permanência e acompanhamento estudantil e baixa atratividade regional. Conclui-se que o êxito no reconhecimento decorreu do comprometimento institucional, da gestão participativa e da transparência no processo avaliativo. A experiência destaca a importância de alinhar avaliação externa e planejamento interno para promover a melhoria contínua e a consolidação dos cursos. As estratégias adotadas podem servir de referência para outras instituições públicas e cursos de graduação ofertados no mesmo contexto.

Palavras-chave: Visita in Loco. Avaliação da Educação Superior. Ensino de Engenharia de Produção. SINAES. Gestão Universitária.

Vitória Feijó Macedo, UFRGS, vifeijomacedo@gmail.com

Joana Siqueira de Souza, UFRGS, joana.souza@ufrgs.br

Camila Costa Dutra, UFRGS, camial.dutra@ufrgs.br

Resumo

O ensino em Engenharia encontra-se em um cenário de desafios crescentes. As demandas contemporâneas do mercado de trabalho, no que tange aos conhecimentos e habilidades exigidos dos profissionais egressos desses cursos, evidenciam a necessidade de modernização por parte das instituições de ensino, ainda fortemente baseadas no ensino tradicional. Nesse sentido, a elaboração de um Planejamento Estratégico (PE) apresenta-se como fundamental para a definição dos objetivos da instituição. Este relato de experiência apresenta o resultado da estruturação do PE para o curso de Engenharia de Produção da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. O objetivo foi de fornecer um suporte e um caminho norteador para o estabelecimento das condutas necessárias para modernizar o curso, tornando-o mais atraente ao corpo discente e aos futuros estudantes acadêmicos, aprimorando a qualidade da formação dos egressos e propiciando um ambiente de inovação em ensino, pesquisa e extensão. Para isso, foram realizados benchmarkings com cursos de graduação de referência e grupos focados para desenvolvimento conjunto do PE. O Planejamento Estratégico desenvolvido está estruturado em quatro Eixos Estratégicos, que contemplam as principais frentes de modernização do curso, as quais resultaram em 21 Objetivos Estratégicos.

Palavras-chave: Planejamento Estratégico; Ensino de Graduação; Engenharia de Produção.

Breno Barros Telles do Carmo, Departamento de Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, brenobarros@ufc.br

Heráclito Lopes Jaguaribe Pontes, Departamento de Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, hjaguaribe@ufc.br

José Belo Torres, Departamento de Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, belo@ufc.br

Gabrielli Harumi Yamashita, Departamento de Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, gabrielli.yamashita@ufc.br

Alysson Andrade Amorim, Departamento de Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, aamorim@ufc.br

Levi Ribeiro de Abreu, Departamento de Engenharia de Produção, Centro de Tecnologia, Universidade Federal do Ceará, levi.abreu@ufc.br

Resumo

O curso de Engenharia de Produção do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Ceará tem apresentado uma performance de excelência dos discentes nas últimas edições do ENADE das quais os estudantes participaram. Assim, este relato de experiência descreve o modelo adotado na reformulação das estratégias de ensino e aprendizagem utilizadas nos componentes curriculares do curso e como elas contribuem para os excelentes resultados obtidos no ENADE. Este fato é ratificado pela performance obtida pelo curso de Engenharia de Produção no ENADE do ano de 2023, na qual o curso obteve conceito 5, fazendo parte do seleto grupo de 4% dos cursos avaliados que obtiveram o grau de excelência. Neste contexto, são apresentadas as boas práticas desenvolvidas ao longo dos anos de existência do curso e como elas contribuíram e continuam contribuindo para a formação de um profissional de excelência entregue ao mercado de trabalho. Destaca-se, entretanto, que este documento não deve ser considerado como uma receita de sucesso, mas como um entendimento de como as boas práticas pedagógicas contribuem para a formação de um Engenheiro de Produção apto para atuar em um mercado complexo em evolução constante.

Palavras-chave: Metodologias ativas, objetos de aprendizagem, engenharia de produção.

Natália Veloso Caldas de Vasconcelos, Universidade Federal Rural do Semi-Árido – natalia.vasconcelos@ufersa.edu.br

Marianna Cruz Campos Pontarolo, Universidade Federal Rural do Semi-Árido – marianna.campos@ufersa.edu.br

Ilany Micaely Santos da Silva, Universidade Federal Rural do Semi-Árido – ilany.silva@alunos.ufersa.edu.br

Ana Clara Camara Gomes de Sousa, Universidade Federal Rural do Semi-Árido – ana.sousa54329@alunos.ufersa.edu.br

Rafael de Azevedo Palhares, Universidade Federal de São Carlos – rafaelpalhareseng@hotmail.com

Resumo

O objetivo deste relato é compartilhar a experiência sobre a inserção de conceitos da Educação Positiva (EP) no ensino da disciplina Gestão de Projetos de um curso de Engenharia de Produção. Durante a disciplina foi realizado um programa estruturado em três projetos com foco na sensibilização e conscientização sobre o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. O relato tem caráter descritivo ao expor detalhes do planejamento e da execução de cada projeto. Após a sua realização, cerca de 30 alunos participaram de uma roda de conversa para compartilhar suas percepções sobre a experiência. Como principais resultados, evidencia-se a consolidação dos conceitos teóricos, enquanto promoveu emoções positivas como gratidão, empatia, solidariedade e bem estar-social, tais resultados foram comprovados através da atividade de lições aprendidas realizadas ao final do programa. Este relato contribui com o avanço da educação positiva no cenário de ensino superior, mais especificamente em uma turma de engenharia, considerando que o tema é pouco abordado no contexto da educação superior no Brasil. Esta oportunidade também expande os horizontes da prática da curricularização da extensão em

cursos de graduação, visto que um dos projetos envolveu a comunidade externa levando conhecimento a sociedade no contexto da inclusão.

Palavras-chave: Gestão de Projetos, Educação Positiva, Ensino, Engenharia.

Leonardo Lourenço de Souza, UNIFEI, leo.lourenco93@gmail.com

Mirelli de Castro Cesário, UNIFEI, mirellicesario12@gmail.com

Rafael Ferreira de Oliveira Leite, UNIFEI, rafaelferole@yahoo.com.br

Rafaela Aparecida Mendonça Marques, UNIFEI, rafaelaamm@hotmail.com

Juliana Helena Daroz Gaudêncio, UNIFEI, juliana.gaudencio@unifei.edu.br

Resumo

Há uma crescente necessidade de adotar metodologias de aprendizagem ativa, especialmente nos cursos de engenharia, por promoverem uma formação centrada no aluno e voltada para o desenvolvimento de competências. Baseado nesse contexto, e com o objetivo de aplicar os conhecimentos adquiridos na disciplina de Confiabilidade, oferecida no curso de Engenharia de Produção da UNIFEI, foi desenvolvida uma dinâmica fundamentada no modelo de Aprendizagem Experiencial. Utilizou-se o equipamento “Labirinto elétrico” como recurso didático para que os alunos aplicassem os conceitos de confiabilidade e análise dos tempos de falha discutidos em sala de aula. Com base na avaliação realizada, observou-se uma evolução significativa da turma, indicando que a dinâmica contribuiu de forma positiva para a retenção do conhecimento. Ao integrar teoria e prática, a atividade reforça a relevância das metodologias ativas no processo de ensino-aprendizagem, especialmente no estudo de Confiabilidade.

Palavras-chave: Aprendizagem ativa, Aprendizagem experiencial, Confiabilidade, Tempos de Falha.

David Garcia Penof, Instituto Mauá de Tecnologia, dapenof@maua.br

Caio Jorge Gamarra, Instituto Mauá de Tecnologia, caio.gamarra@maua.br

Jorge Kawamura, Instituto Mauá de Tecnologia, jorge.kawamura@maua.br

Nelson Wilson Paschoalinoto, Instituto Mauá de Tecnologia, nelson.paschoalinoto@maua.br

Resumo

Este relato de experiência descreve a evolução da disciplina “Projeto de Produto e Gerenciamento do seu Ciclo de Vida”, ministrada na 3ª série do curso de Engenharia de Produção do CEUN/IMT. Para realização do projeto, o primeiro passo foi identificar uma instituição parceira para desenvolvimento da extensão comunitária, posteriormente os alunos foram convidados a visitar a instituição e os gestores da instituição visitaram o campus do IMT. Esse relacionamento permitiu o entendimento do funcionamento da instituição parceira e qual deveria ser o objetivo do projeto. Decidiu-se então que o produto a ser desenvolvido seriam relógios de mesa. Os alunos foram separados em grupos de quatro componentes e assim desenvolveram o projeto. Aspectos de Design Thinking permitiram identificar personas e produtos, uma pesquisa de mercado mostrou produtos semelhantes mais comercializados e por meio de uso da Plataforma 3DExperience da Dassault Systèmes os novos produtos foram desenvolvidos. Durante o processo 03 avaliações foram realizadas, sempre com o comparecimento de um dos gestores da organização. Com foco em aprendizagem baseada em projetos (PjBL), os estudantes passaram a desenvolver produtos reais em parceria com instituições sociais, o que contribuiu para maior engajamento, desenvolvimento de competências e compromisso com a qualidade dos projetos. Os resultados mostram que a combinação entre metodologias ativas e extensão universitária é eficaz para formar engenheiros mais preparados, críticos e socialmente engajados.

Palavras-chave: Aprendizagem ativa, Extensão universitária, Projeto de Produto, Metodologias inovadoras.

José Carlos Jacintho, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-SPO), jose.cj@ifsp.edu.br

Ridnal João do Nascimento, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-SPO), ridnal@ifsp.edu.br

Arnaldo Augusto Ciquielo Borges, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP-SPO), arnaldo.ifsp@gmail.com

Resumo

A atividade desenvolvida tem sido vivenciada na disciplina Jogos de Empresas, ministrada no décimo semestre do Curso de Engenharia de Produção do Campus São Paulo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP. Observa-se que os alunos chegam ao décimo semestre do curso de Engenharia de Produção com uma visão fragmentada da realidade da engenharia e sem a consolidação integrativa dos conceitos trabalhados pelas inúmeras disciplinas da grade curricular. Desse modo, o objetivo dessa disciplina é proporcionar aos alunos formandos, por meio da simulação de jogos, a integração interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, por meio de uma vivência capaz de inseri-los em uma experiência profissional ativa e próxima a um cenário empresarial realista. Diante disso, a disciplina está embasada em quatro pilares principais: teoria dos jogos, cadeia de suprimentos e efeito chicote, análise econômico-financeira dos mercados e planejamento estratégico de uma empresa. Espera-se que, com a experiência vivenciada, ocorra a ampliação da visão dos alunos sobre a realidade da Engenharia de Produção, sua viabilização e compatibilização dos conhecimentos alcançados por meio dos jogos.

Palavras-chave: teoria dos jogos, cadeia de suprimentos, efeito chicote, análise dos mercados, planejamento estratégico.

Marco Aurélio de Mesquita, Escola Politécnica da USP, marco.mesquita@poli.usp.br

Resumo

Este relato descreve a reformulação da disciplina Modelagem e Simulação de Sistemas de Produção, oferecida a estudantes de Engenharia de Produção na Escola Politécnica da USP. A disciplina foi estruturada com base nas metodologias de Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom) e Aprendizagem baseada em Projetos (Project-based Learning – PBL), visando ao desenvolvimento integrado de competências, entendidas aqui como a articulação entre conhecimentos, habilidades e atitudes (CHA). Durante o curso, foi proposto um caso inspirado em uma situação real de empresa, no qual os grupos atuaram como consultorias responsáveis por simular diferentes cenários e propor uma nova configuração para uma fábrica de caixas de papelão. O projeto foi desenvolvido ao longo do semestre, seguindo os passos propostos por Banks et al. (2010), com entregas parciais e momentos de validação junto ao “cliente”. Os resultados mostraram maior engajamento dos estudantes, diversidade nas soluções propostas e acompanhamento docente mais efetivo. A experiência também evidenciou o impacto positivo da parceria com empresas, ao aproximar a prática pedagógica dos desafios enfrentados no ambiente profissional.

Palavras-chave: ensino de engenharia; simulação de sistemas; aprendizagem baseada em projetos; sala de aula invertida; desenvolvimento de competências.

Tiago Brandão Costa, Universidade Federal Fluminense – UFF, tiagobrandao@id.uff.br,

Tatiana Caneda Salazar, Universidade Federal Fluminense – UFF, tatianasalazar@id.uff.br,

Denise Hirayama, Universidade Federal Fluminense – UFF, denisehirayama@id.uff.br,

Ésoly Madeleine Bento dos Santos, Universidade Federal Fluminense – UFF, esolysantos@id.uff.br 

Andrei Bonamigo, Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, andreibonamigo@gmail.com

Resumo

Esse relato de experiência apresenta a avaliação do ChatGPT como ferramenta auxiliar na correção de avaliações das disciplinas de Estrutura de materiais e Propriedades de materiais do ciclo básico do curso de Engenharia da UFF, Campus Volta Redonda – RJ. Diante da sobrecarga de trabalho docente e seus impactos na saúde mental e melhoria contínua do processo, o experimento buscou avaliar a viabilidade da inteligência artificial (IA) na correção de provas manuscritas. Foram testadas diferentes estratégias, incluindo o uso de arquivos em JPEG, prompts e chat temporário. Os resultados mostraram que a IA teve bom desempenho em questões objetivas simples, mas apresentou limitações na leitura de manuscritos, análise de gráficos e correção de questões complexas. Também foram observadas “alucinações” e notas inconsistentes. Com base nos resultados, pode-se observar que a IA pode ser uma aliada no processo avaliativo, mas não substitui o julgamento humano qualificado, sendo necessária mediação docente e formação adequada para seu uso responsável.

Palavras-chave: ChatGPT, IA, Engenharia, Correção de avaliação

Humberto Felipe da Silva, humberto.felipe@usp.br, EEL-USP

Resumo

É muito comum que atividades de ensino sejam dissociadas da realidade na qual os futuros profissionais vão atuar, tornando os conceitos desconexos com a realidade do aluno e sem muito significado para o estudante. Por outro lado, em nosso país há uma carência muito grande de qualificação e capacitação técnica na maioria das empresas, principalmente nas de pequeno porte. Essa carência se acentua quando se trata de técnicas de gestão. Há também uma necessidade urgente de criar capacitação para gerar riqueza e melhoria de vida em comunidades vulneráveis.
Ademais, a grande maioria das pessoas que vive no entorno da Escola de Engenharia de Lorena – EEL-USP não tem acesso direto à expertise e às competências instalada na Universidade. Em vista disso, criou-se o Programa Aprendizagem com Extensão2, cujo propósito é o de estender à comunidade local a expertise existente na maior universidade do país. Desta forma, com o desenvolvimento do Programa, grupos de aluno da EEL poderiam compreender e aplicar os conceitos de gestão ao mesmo tempo em que contribuiriam para a melhoria da gestão de pequenas empresas da região, contribuindo para aumentar a renda de pessoas menos favorecidas.
O relato que ora se apresenta visa apresentar a experiência realizada durante o primeiro semestre de 2025, na disciplina Gestão de Negócios, ministrada para cursos de engenharia da Escola de Engenharia de Lorena (EEL-USP). Esta disciplina visa capacitar os alunos a compreenderem os princípios da gestão de uma organização, preparando o engenheiro para o mundo corporativo.

Mariannys Rodríguez Gasca, Faculdade de Tecnologia, Universidade de Brasília, mariannys.rgasca@gmail.com

Sanderson Cesar Macedo Barbalho, Departamento de engenharia de produção, Universidade de Brasília, scmbbr@yahoo.com.br

Renata Conciani Nunes, Departamento de engenharia de produção, Universidade de Brasília, renata.conciani@unb.br

Resumo

Diante das rápidas transformações tecnológicas e sociais impulsionadas pela Quarta Revolução Industrial, a educação em engenharia vem passando por uma reconfiguração significativa. As exigências do mercado e da sociedade demandam profissionais não apenas com sólida formação técnica, mas também com competências socioemocionais, capacidade de inovação e atuação colaborativa. Este relato descreve a experiência pedagógica desenvolvida na disciplina “Organização Industrial”, ministrada ao longo de seis semestres no curso de Engenharia de Produção da Universidade de Brasília. A proposta metodológica integrou ensino híbrido, metodologias ativas e aprendizagem baseada em projetos em sala de aula, articulando conteúdos técnicos — como sistemas de produção, Indústria 4.0, tecnologias sustentáveis e modelagem de negócios — com práticas colaborativas e avaliação formativa. Os resultados indicam uma melhora significativa no engajamento dos estudantes, no desempenho acadêmico e no desenvolvimento de competências essenciais para a formação do engenheiro 5.0, como pensamento crítico, criatividade e colaboração. Além disso, a experiência favoreceu o aprofundamento em tópicos-chave relacionados à Indústria 4.0. A iniciativa mostra-se replicável e alinhada às demandas contemporâneas do ensino em engenharia.

Palavras-chave: ensino em engenharia, metodologias ativas, engenheiro 5.0.

Carlos Eduardo Sanches da Silva, UNIFEI, sanches@unifei.edu.br

Matheus Brendon Francisco, UNIFEI, matheus_brendon@unifei.edu.br

Fabiano Leal, UNIFEI, fleal@unifei.edu.br

Fabio Favaretto, UNIFEI, fabio.favaretto@unifei.edu.br

João Luiz Junho Pereira, UNIFEI, joaoluizjp@gmail.com

Resumo

A crescente demanda do mercado por profissionais qualificados em tecnologias emergentes, como Machine Learning, destaca a necessidade de atualização curricular no curso de Engenharia de Produção da UNIFEI. Nos últimos anos, os indicadores de desempenho acadêmico têm mostrado uma estagnação, refletindo a baixa atratividade do curso e a evasão de alunos. Para enfrentar esses desafios, propomos a criação de uma trilha de Machine Learning, composta por três disciplinas optativas que totalizam 356 horas. A metodologia inclui a introdução de conceitos fundamentais, aplicação prática em casos reais e desenvolvimento de um artigo científico. Os resultados esperados incluem a formação de profissionais capacitados para integrar inovações tecnológicas nas práticas de gestão e produção, contribuindo para a Indústria 4.0 e fomentando a pesquisa e a inovação no contexto acadêmico.

Palavras-chave: machine learning; engenharia de produção; graduação; indústria 4.0

Jailson Ribeiro de Oliveira, Universidade Federal da Paraíba, jailsonribeiro@gmail.com

Alessandra Berenguer de Moraes, Universidade Federal da Paraíba, aleberenguer.moraes@gmail.com

Darlan Azevedo Pereira, Universidade Federal da Paraíba, azevedodarlan@gmail.com

Resumo

Este relato apresenta a aplicação de trilhas pedagógicas experienciais nos cursos de Engenharia de Produção e Engenharia de Produção Mecânica da UFPB (2022–2025), voltadas ao desenvolvimento de competências previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs). As trilhas, estruturadas em logística e supply chain, integraram seis disciplinas e foram mediadas por oito visitas técnicas na região metropolitana de João Pessoa. Os resultados evidenciam avanços em pensamento sistêmico, resolução de problemas, análise crítica, comunicação técnica e tomada de decisão estratégica. Conclui-se que visitas técnicas estruturadas como trilhas progressivas fortalecem a formação por competências e promovem maior articulação entre teoria e prática.

Palavras-chave: Engenharia de Produção. Competências. Trilhas pedagógicas. Logística. Aprendizagem experiencial.

XXX Encontro Nacional de Coordenadores de Cursos de
Engenharia de Produção (ENCEP 2025)
UFRN, Natal/RN
dia 13 e 14 de outubro de 2025.
secretaria@abepro.org.br

By ABEPRO / encep@abepro.org.br